Nem melhor, nem pior. Apenas diferente!


Por Robson Cardoso Silva

Muito antes de concorrer às eleições, é preciso propor!

Faça uma busca rápida, jogue no Google ou pesquise por jornais e diga-me: Qual a proposta dos principais pré-candidatos à próxima eleição? Ah sim, acabar com a corrupção, óbvio! Melhorar a economia, sim! Melhorar a Educação, entendo! Mas como? Quais os meios e quais as regras? É aí que pega!

É preciso propor antes! Dar tempo de debater, da população discutir e, então, sentir-se pertencente ao projeto que o candidato propõe. Não se mexe nos privilégios dos quais a grande população não faz parte!

Uma das grandes falhas de nossa população é não enxergar os políticos como portadores de suas bandeiras! É um cúmulo ver trabalhador votar em banqueiro, estudante votar em especulador da bolsa, famintos votarem em exportador agrário! É evidente que eles todos têm direitos de se candidatarem mas, para as eleições, é preciso explicar a que vieram.

Quando pensamos na eterna dualidade (bem x mal, feio x bonito) brasileira, nós evoluímos. Entendemos que não existe um único salvador da pátria e, por isso, pensar apenas em Lula e Bolsonaro já não cabe ao futuro brasileiro. Não dá mais! São muitos erros e poucos acertos para estes dois lados! Olhando para o progresso, qual seria o projeto destes? Ciro vem desde 1994 propondo ideias que já estão registradas em seus livros. Sim, de próprio punho, ele mesmo que escreveu, sobre o Brasil, sobre o contexto brasileiro e a construção de alternativas. Olha o nome do último: “Projeto Nacional: o dever da esperança” Seria isso um passo à frente? Uma não, muitos!

Nesta escolha importantíssima, é preciso entender que o presidente, sendo o representante do poder executivo, tem a missão de propor! É ele quem orienta, agrega, junta, mostra, indica para que as execuções aconteçam. Assim, se Lula enriqueceu os bancos e tivemos uma concentração de renda enorme das elites, ainda que tenha feito alguma coisa para a grande população, houve muitos erros e, dentro deles, a corrupção. É pouco! Se Bolsonaro é nulo, agravando ainda mais as crises do Brasil, trocando inclusive mais de 4 Ministros de Saúde em plena pandemia, Ciro vem adaptando suas ideias, juntando sua experiência, agregando valores nacionais e cria projetos que ele explica como vão ser feitos:

“Vou propor ao país um debate – com começo, meio e fim – de um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento! Tudo com metas, planos, prazos, objetivos, supervisão, avaliação, controle, quem faz o quê, quanto custa, qual é o prazo!
Falta ao Brasil um projeto que defina com clareza, quais são os rumos do país! Ele tem que ser nacional porque nós, hoje, estamos induzidos a achar que ser feliz é consumir um certo padrão de consumo que nós não somos capazes de produzir!
Todos os celulares são importados; 80% do valor de um carro que a gente dirige na rua são importados; 80% da química fina dos remédios que a gente ou o filho da gente toma, são importados; todos os meios de diagnósticos são importados; todas as fibras, hoje, das roupas modernas  são importadas e 40% dos custos de produção da agricultura mais competitiva do mundo são todos importados!
Nosso agronegócio e mineração sozinhos consigam pagar um padrão de consumo, sofisticadamente moderno e industrial! E o desenvolvimento no Brasil abriu mão de uma estratégia de desenvolvimento, na medida em que nós privilegiamos, hoje, drenar recursos para honrar o serviço da dívida pública, que por sua vez, galopa enlouquecidamente pela taxa de juros, criminosamente mais alta do planeta!”

E COMO É POSSÍVEL UM POLÍTICO FAZER ISSO?

Ciro explica que, para isso, é preciso interromper a desindustrialização e aqui, são 4 grandes blocos:
-o bloco de petróleo, gás e bioenergia;
-o bloco do complexo Industrial do agronegócio;
-o complexo industrial da Saúde;
-o complexo industrial da Defesa

MAS QUAIS AS RAZÕES PARA ELES?

Quando você tem patente vencida, se você apoiar o empreendedorismo brasileiro com as Universidades, você pode superar isso. Com a Defesa, nossas comunicações militares, nossos satélites, tudo isso é processado pelo estrangeiro.

“Eu pretendo tirar uma fração das reservas cambiais que o Brasil tem no estrangeiro, especificamente de poupança, para criar um plano de investimento e emprego, barrando um ciclo e, aos poucos, substituir a dívida privada interna, de curto prazo e juro alto, por uma dívida externa de baixo custo e prazos mais longos! Eu vou mexer nos privilégios! 2% dos benefícios hoje, levam mais de 1/3 da receita pública! Por fim, a questão básica da superação desses desequilíbrios externos! Tudo que o Brasil importa do estrangeiro, nós vamos mapear e vamos ver o que é possível para produzir aqui mesmo no Brasil!
Evidentemente que tudo isso é para gerar receita e renda! Dinheiro para que se diga de onde vêm aqueles recursos, para dar um choque na questão da Segurança Pública; qualificar a Educação como minha equipe e eu fizemos em todas as esferas do setor público, inclusive no Ceará, melhorando os índices historicamente baixos, mas agora competitivos!”

E ENTÃO?

Entre o mal e o pior, escolha aquele que faz diferente! Não deixe sua questão estética decidir o que é comum a todos os brasileiros. Eles não podem ofender o currículo ou a experiência de Ciro Gomes, nem o acusar de corrupção, por isso, levam você a idiotices que tentam sujar a estética ou o nome desse que propõe alternativas ao Brasil.