Como Ciro Gomes pretende combater o desemprego? Veja as respostas


As informações a seguir compõem a matéria “Como os candidatos pretendem combater o desemprego?”, publicada no site da Federação Nacional dos Urbanitários (fonte: Portal Terra), em 16 de Setembro.

Veja as respostas elaboradas pela coordenação de campanha de Ciro Gomes! Para ver a resposta dos demais candidatos, acesse a reportagem aqui.

1) Qual é a principal proposta para abrir vagas de emprego já no primeiro ano do governo? Como implementá-la?

Ciro Gomes (PDT), com respostas da coordenação de campanha: O Brasil tem hoje 169 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Para gerar emprego e ocupação de forma sustentável para essa formidável massa de brasileiros, nosso país precisa adotar uma estratégia planejada, voltada para a elevação dos investimentos e, consequentemente, da capacidade produtiva.

Para tanto, encaminharemos as reformas fiscal, tributária e previdenciária com objetivo de garantir a sustentabilidade fiscal e previdenciária do Estado em todas as suas esferas, elevando a capacidade de investimento dos governos. Porém, políticas específicas para a criação direta de empregos, notadamente no curto prazo, serão necessárias, dado o elevado desemprego da economia brasileira.

Nesse sentido, dentre tantas outras, podemos citar algumas ações. Criaremos um programa emergencial de emprego, com ênfase nas áreas de saneamento e construção civil e moradia popular em consonância com as políticas de estímulo a estas áreas; criaremos programas de capacitação nos bolsões de desemprego das grandes cidades, com o auxílio do Sistema S e das instituições federais de ensino; executaremos um conjunto de ações para auxiliar na redução do endividamento de famílias e empresas; estabeleceremos a política de adoção, melhoria e multiplicação das creches informais já existentes, para possibilitar às mães de crianças na primeira infância ingressarem no mercado de trabalho; promoveremos diversas ações direcionadas aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas nos setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, economia criativa e turismo, todos com enorme potencial para crescimento e geração de empregos.

2) É a favor da reforma trabalhista como aprovada? Por quê?

Ciro Gomes (PDT), com respostas da coordenação de campanha: Não, pois foi uma reforma muito mal conduzida por um governo ilegítimo, que não estabeleceu as linhas corretas de debate para um tema tão importante para o país.

Indiscutivelmente, precisamos rever a legislação trabalhista de modo a adaptá-la às novas tendências do mercado de trabalho, alavancar o empreendedorismo, incentivar empresas e trabalhadores a realizar contratos de trabalho mais longos, estimular aumentos na produtividade e diminuir a insegurança jurídica. Entretanto, necessitamos fazer isso por meio de um amplo debate democrático, reunindo os principais atores e intermediando essas discussões.

3) Há pontos na legislação trabalhista que ainda demandam ajustes? Quais?

Ciro Gomes (PDT), com respostas da coordenação de campanha: Há diversos pontos, dentre os quais, para responder objetivamente à pergunta, podemos citar a liberação de gestante para trabalho em ambiente insalubre, a contribuição previdenciária do trabalhador intermitente mesmo quando este não consegue a carga de trabalho compatível com essa contribuição, e a interrupção abrupta do financiamento dos sindicatos de trabalhadores.

Mas, importante frisar novamente, os diversos pontos que precisam de ajustes são potencializados pela desastrosa forma como foi conduzida a discussão em torno de tema tão desafiador e relevante. A reforma trabalhista terá atenção plena do nosso governo.

4) O governo deve incentivar setores específicos para impulsionar o mercado de trabalho? Quais e por quê?

Ciro Gomes (PDT), com respostas da coordenação de campanha: Entendemos que sim, e isso é bastante presente em diversas grandes economias mundiais. No caso específico do mercado de trabalho, como dissemos, a construção civil, forte gerador de empregos, será estimulada pela política orientada à recuperação da infraestrutura, incluindo o saneamento básico e a habitação.

Também como dito, haverá diversas ações direcionadas aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas nos setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, economia criativa e turismo.

Por outro lado, em termos de complexos prioritários, teremos o agronegócio, a defesa, o setor de óleo, gás, farmoquímico e biocombustíveis e a produção de bens para atender aos serviços de saúde. Essa priorização baseou-se em alguns critérios, como: impacto sobre a balança comercial, através da elevada participação de insumos importados em seu processo produtivo; impacto positivo sobre a produção de outros segmentos e possibilidade de melhor aproveitamento, com agregação de valor, de nossos recursos naturais; e geração de tecnologia que poderá ser disseminada a outros setores econômicos.

Enviado ao blog por: Luiz Rodrigues

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